Hiper-realismo, imersão e os games da nova geração - David de Oliveira Lemes, Ph.D.
David de Oliveira Lemes, Ph.D.

Hiper-realismo, imersão e os games da nova geração

Coluna publicada originalmente na edição número 3 da revista PS3W.

Por David de Oliveira Lemes

Start. Se você caro leitor, está com esta revista em mãos, é por que tem um PlayStation 3 ou pelo menos, gostaria de ter um. Agora pergunto: você já ouviu falar em hiper-realismo? Pois bem, o hiper-realismo também é conhecido como realismo fotográfico e é um estilo de pintura ou escultura que tem como objetivo mostrar uma grande quantidade de detalhes na obra, tornando-a quase idêntica com a fotografia ou uma simples cena da realidade. O movimento surgiu nos Estados Unidos no final de anos 60, lá no distante século XX. Se você gostou do tema, fica fácil achar muitas referências na web.

E qual a relação do hiper-realismo com a nova geração dos videogames? Posso dizer que é uma relação visceral e no caso do PlayStation 3, isso é levado ao limite do processamento do console. Falar que jogar um PS3 é te remeter para dentro de um filme interativo, é repetir muito do que já foi falado no assunto, contudo, isso é real. Vamos fazer um exercício simples: qual a melhor maneira de se sentir em plena Segunda Guerra Mundial? Assistindo ao filme O Resgate do Soldado Ryan, de Steve Spielberg ou jogando Medal of Honor: Airborne da EA? Não quero fazer uma análise do game, coisa que os leitores da PS3 já devem ter lido, porém, quero abordar aqui outro ponto: a imersão do jogador.

Um game hiper-realista, dotado de uma narrativa envolvente com elementos interativos que combinem estratégia com raciocínio lógico, no levam para dentro do jogo. Isto é a tal da imersão. É como saltar para dentro da historia de um livro ou para a tela de um filme. Segundo Janet Murray, pesquisadora do MIT e autora do livro Hamlet no Holodeck, imersão deriva da experiência física de estar submerso na água, quanto temos a sensação de envolvimento total com uma realidade diferente que se apodera de nossa atenção e todo o nosso sistema sensorial. Para completar o raciocínio, a autora usa um termo da liminar (da psicologia) para indicar o limite entre o mundo real e as fantasias de um transe imersivo. E você caro leitor, nem sabia que jogar te levava ao transe, né?

Continuando… para existir este transe é preciso que exista um agente condutor. E o agente em questão aqui é o grande PS3, dotado de games com uma qualidade visual impecável, aliado ao processamento mais que poderoso do console. É a trinca do hiper-realismo, imersão e jogador que faz com fiquemos imóveis, estáticos, vidrados e em transe, quando estamos em frente ao nosso game preferido e com um joystick na mão.

E por que raios estou falando tudo isso aqui nesta revista? É simples: em um futuro muito próximo estaremos jogando os nossos filmes preferidos, interagindo com a história, criando a narrativa completa e vivendo em pleno transe, tudo graças ao hiper-realismo e a tal da imersão. Alguém duvida? Eu não, pois isso já acontece hoje no PS3.

Hiper_realismo

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