World of Warcraft e seu mundo paralelo

Pois é… este ano de 2007, tentei começar a escrever regularmente para outros sites e fui convidado gentilmente pelo pessoal do blog Sedentário. Contudo, como os inúmeros projetos, não consegui manter a regularidade. Quero tentar retomar isso em 2008. Enquanto as coisas se ajustam, publico aqui um trecho da coluna Tilt Zero.

Tilt Zero Sedentario

Todos os leitores do Sedentário, com certeza, já assistiram a pelo menos um dos filmes da trilogias dos irmãos Wachowski, os criadores da saga Matrix. Hoje em dia, com os jogos MMO (sigla em inglês para Massive Multiplayer Online) cada vez mais abarrotados de gente, podemos dizer que muita gente já vive na Matrix. E esta nova Matrix pode ter muitos nomes, como Second Life, Ragnarok, Tibia, Landmass, LotR Online: Shadows of Angmar, Last War, Gunbound, Mu Online e muitos outros… mas a Matrix, ou melhor, o MMO de maior sucesso no mundo é o World of Warcraft, da Blizzard, com aproximadamente 8,5 milhões de jogadores só nos servidores oficiais… isso sem contar os piratas.

E com tanta gente assim, não é de se causar espanto que as coisas estranhas acontecam neste gigantesco universo paralelo. Vamos começar pela mais recente: Tamara Broome, uma australiana de 31 anos começou a namorar com um garoto de 17 anos residente na Carolina do Norte, EUA. Os dois se conheceram em um servidor de WoW e namoravam or e-mail e até discutiam casamento. Resultado: ao viajar para os EUA para conhecer seu amado, Broome foi presa ao tentar embarcar um menor de idade e tentar levá-lo para a Austrália. Fico imaginando a cena: uma nerdinha e nerdão tentando fugir do país para jogar juntinhos, até que a morte os separe. Essas coisas me dão um pouco de medo. Será que as pessoas não conseguem ter uma vida normal?

Lançado em 1994, o Wow, como é conhecido, em breve estará nas telas do cinema. Anunciado em 2006, o filme baseado no universo de Elfos, Anões, Gnomos, Orcs, Trolls a mais um bando de seres da Blizzard será produzido pela Legendary Pictures, a mesma de 300 de Esparta e Batman Begins. No site oficial, a produra afirma que o filme está em produção. É aguarda para ver… e depois, jogar.

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Bem-vindo à Escola de Games

Os jogos digitais invadem as universidades e prometem ser a profissão do futuro que já chegou

Por David de Oliveira Lemes

Até bem pouco tempo, quem quisesse trabalhar com criação e desenvolvimento de games no Brasil teria de aprender quase tudo na raça. Não existiam cursos especializados no assunto e tampouco mercado de trabalho. Mas esta realidade vem mudando aos poucos. O Brasil ainda está longe de ser uma grande potência desenvolvedora,mas começa a dar os primeiros passos para mudar este cenário.

No início de 2007, pelo menos dez universidades em todo o Brasil tinham em seu vestibular a opção para o curso de Jogos Digitais, nome dado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para o curso superior que trabalhará a criação e o desenvolvimento de games. Um grande passo.

Para refletir um pouco sobre a questão, vale ressaltar que nenhuma indústria cresceu e se consolidou tão rapidamente quanto a de games. Com isso, o mercado carecia de profissionais devidamente treinados para a arte de criar e programar jogos digitais. A formação de quem queria trabalhar no segmento se dava por diversas vias devido à inexistência de um curso especifico. Quem queria ingressar no mercado teria que optar por curso de exatas e especializações nas mais diversas áreas.

Lá fora, o primeiro curso superior totalmente voltado para o segmento foi o da cobiçada DigiPen Institute of Technology (www.digipen.edu), em Washington, nos EUA. Este fato mudou ensino começaram a enxergar os games com bons olhos.

E por aqui, estudar games não é uma atividade tão nova assim. Já existe até uma turma formada pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, que foi a pioneira em oferecer um curso superior em Design de Games. Durante as aulas, o aluno aprende a projetar jogos em diversas plataformas, como web e dispositivos móveis, além de ganhar sólida formação em modelagem e animação 3D….

Esta é uma pequena parte da matéria que escrevi para a revista Omelete que foi para as bancas em abril de 2007. Abaixo você pode dar uma olhada nas imagens da matéria que escrevi para a revista. Aproveito para dizer que também fiz as ilustrações da matéria. Aqui, neste link, você pode baixar um PDF de 4 páginas com texto completo.

Escola de Games PEQ-1

Escola de Games PEQ-2

Games na Escola 01

Games na Escola 02

Games na Escola 03

Pensar no game fazer

Pois é pessoal… começo agora a fase de escrever minha dissertação de mestrado. Para quem não conhece o projeto, pode dar uma lida neste post aqui, pois ele é a transcrição literal do meu projeto de pesquisa. Contudo, como este processo é mutante, quero usar este blog para fazer um diário da dissertação, onde pretendo compartilhar um pouco das minhas dúvidas e angústias. Espero que leiam.

Neste exato momento já tenho uma idéia do índice, ou seja, a estrutura do projeto. Estou submetendo este índice a algumas pessoas afim de escutar sugestões. Porém, antes que as sugestões apareçam e a estrutura mude, deixo aqui registrado como tudo está até este exato momento.

GAME PENSAR & GAME FAZER
Metodologia conceitual para criação, planejamento e desenvolvimento de jogos digitais independentes
(Fundamentos Metodológicos da Concepção e Produção de Jogos Digitais Open Source)

Introdução (a última coisa a fazer)

1.0 – Let´s play
1.1 – Caracteristicas de um jogo digital

2.0 – O game e a cena independente
2.1 – Conceitos fundamentais do game indepedente
2.2 – O indiegame e a possibilidade do único autor
2.3 – De volta às origens: o time de um homem só e o método Atari
2.4 – Cinema, música, quadrinhos e games independentes
2.5 – Caminhos possíveis de distribuição via internet
2.6 – Analogia com produção de software e cinematográfica – um olhar independente

3.0 – Criação de jogos digitais
3.1 – Uma boa idéia é o começo de um bom game
3.2 – Os primeiros esboços: rascunhos e organização de idéias
3.3 – Definição de argumento: o que um jogo tem que contar
3.4 – Modelos de personagens
3.5 – Mecânica e tipo possíveis de games
3.6 – Narrativa e criação de enredo digital
3.7 – Metodologia de criação

4.0 – Planejamento
4.1 – Design Bible: conceitos e fundamentos
4.2 – Game Design e Gerenciamento de projetos
4.3 – Criação e design de personagens
4.4 – O design de níveis: progressão e dificuldades
4.5 – Roteiro aplicado a games – formanto a narrativa

5.0 – Desenvolvimento
5.1 – Programação de definição da linguagem
5.2 – Design de interfaces para games
5.3 – Modelagem 3D: personagens, terrenos, objetos e arquitetura
5.4 – Produção de imagens 2D: texturas e similares
5.5 – Produção e ambientação sonora
5.6 – Motor de jogo: engines e suas funcionalidades
5,8 – Criação de mundos digitais

6.0 – Conclusão
6.1 – Diversidade de plataformas (web, consoles, palm, celular e tv digital)
6.2 – Alternativas de distribuição para games independentes
6.3 – Iniciativas do mercado em evolução no Brasil. (Entrevistas com desenvolvedores nacionais)

Anexos / Papers
1 – Ferramentas open source para desenvolvimento de games