Como aplicar o Design Thinking na educação

Design Thinking

O termo já é muito conhecido do ambiente empresarial, mas tem ganhado espaço na área da educação como uma forma inovadora de criar, estruturar e validar ideias na sala de aula. Conheça mais sobre o design thinking na e entenda como aplicá-la pode trazer benefícios.

Muitos falam que o design thinking é uma metodologia, mas na verdade ele é mais uma forma de conduzir e chegar a solução de um determinado problema. Ele é uma evolução da teoria de Design, criada na década de 1960. Comparada a cursos como medicina, matemática e até mesmo filosofia, o design é uma área relativamente nova.

Nos anos 1990, ainda nos primeiros passos de design desenvolvidos, culminaram na criação da IDEO, uma empresa de design, consultoria em inovação, fundada em Palo Alto na Califórnia, mas que atualmente tem escritórios por diversas partes do mundo como Londres, Munique, Xangai, Singapura, Tóquio. E você deve estar se perguntando o que o surgimento da IDEO tem a ver com design thinking? Vamos a resposta.

O design thinking surgiu dentro da IDEO e foi criado por um dos fundadores da agência, David Kelley. Com o tempo o termo ganhou espaço e popularidade, pois os fundadores da IDEO, acreditavam que qualquer profissional poderia usar o design thinking na resolução de problemas complexos. E assim a abordagem ganhou adeptos em diversas empresas e agora também o design thinking na educação vai conquistando seu espaço.

Fases do design thinking na educação

A abordagem design thinking possui basicamente quatro fases, são elas: imersão, análise e síntese, ideação e prototipação. Cada etapa tem sua importância e deve ser trabalhada com ferramentas específicas que ajudarão o sucesso de todo processo.

1.Imersão – Neste momento é hora de trilhar dois caminhos, a preliminar e a em profundidade. A imersão preliminar é aquela que permite ter um entendimento superficial acerca da situação.

Já a imersão em profundidade é a que irá tornar a percepção mais intensa. O objetivo é entender o que as pessoas falam, agem, pensam e como se sentem. É a hora de mapear as necessidades mais urgentes. Aqui também pode-se usar o mapa de empatia, tornando possível aprofundar as motivações observando as emoções, pontos de vista, reações e ações de um novo ângulo.

2. Análise e síntese – Após conseguir os dados na imersão é hora da análise para buscar ideias criativas e identificar caminhos alternativos viáveis para compreender o problema colocado. Uma das técnicas é a criação de personas, que trabalha com o princípio de um modelo ideal de cliente. Assim como no mapa de empatia e na jornada de usuário existe a oportunidade de entender como o público caminha até conhecer o serviço. Para o design thinking na educação é hora de especificar a origem do problema em questão e definir qual será a oportunidade a ser trabalhada. Essa etapa trabalha processos reflexivos e criativos e consequentemente, melhora a compreensão de como um desafio pode ser direcionado para criar soluções.

3. Ideação – Uma vez que o problema que norteia o grupo já foi encontrado, a fase de ideação tem o objetivo de gerar ideias inovadoras para solucionar a dificuldade. Para encontrar essa solução é preciso trabalhar em cima dos dados coletados anteriormente nas etapas 1 e 2. É essencial criar um ambiente seguro, não julgar ou analisar as ideias do grupo, elas precisam fluir, nessa fase é preciso colocar no papel de forma mais específica possível.

4.Prototipação – A fase da prototipação é a final e ajuda a validar todas as ideias que surgiram nas etapas anteriores, é hora de visualizar a solução pensada. Escolher a forma mais adequada para colocar a solução em prática. Após a apresentação da prototipação dos alunos é interessante fazer um debate de como foi esse processo 

Benefícios da abordagem

Como esta forma de resolver problemas foca na coletividade e na percepção das pessoas sobre um determinado problema ou assunto, nada melhor do que usar o design thinking na educação para tornar o ensino mais atrativo.

Além disso, o design thinking é uma abordagem que foca no ser humano, conectando as necessidades dos estudantes, sendo transformador para eles e para os professores. Sem contar o aprimoramento da comunidade escolar, o constante trabalho na cultura da inovação, e a possibilidade de novas vivências e reflexão.

Por todos esses motivos usar essa ferramenta tem bastante potencial como aliada na área da educação. Comente suas percepções sobre o tema e experiências caso já tenha usado em sala de aula. Conheça também a aprendizagem baseada em projetos.

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